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High School Musical e Monstros S.A. ganharão séries derivadas no serviço de streaming da Disney

Compartilhe! 06 de Agosto de 2018

 

Bob Iger, presidente da Disney, pode ter declarado que não pretende "machucar ou matar" a Netflix com o serviço de streaming da casa de Mickey Mouse, mas isto não quer dizer que a Disneyflix - como vem sendo chamada a plataforma da companhia - não rivalizará com a gigante do segmento. De acordo com informações do New York Times, que montou um extenso perfil sobre o publicitário Ricky Strauss, um dos principais responsáveis pela vindoura plataforma da Disney, o serviço incluirá inúmeras produções originais promissoras, incluindo séries derivadas dos hits High School Musical e Monstros S.A.

Ainda sem maiores informações, os dois vindouros seriados serão apenas algumas das apostas da Disney para atrair o público cativo de empresas como a Netflix, o Hulu e o Amazon Prime. No momento, são nove filmes em produção - incluindo os live-actions de A Dama e o Vagabundo e A Espada Era a Lei, além do remake de Três Solteirões e um Bebê -, custando entre US$ 20 milhões e US$ 60 milhões; e mais um punhado de obras televisivas, incluindo uma possível nova iteração dos Muppets - segundo a reportagem do periódico nova-iorquino, cada seriado da plataforma da Disney terá orçamento girando na casa dos US$ 30 milhões.

 

 
Strauss, presidente de Marketing da Disney, ao lado de Holly Hunter na première de Os Incríveis 2
 
Os projetos supracitados, que ainda ganharão a companhia de outras produções como The Paper Magician, o Don Quixote de Billy Ray (Olhos da Justiça) e Nicole, serão integrados ao catálogo da "Disneyflix" ao lado dos vastos bens audiovisuais da companhia. Assim que a plataforma da casa de Mickey Mouse, a maioria de suas produções que fazem parte do catálogo da Netflix - incluindo, portanto, os filmes do Universo Cinematográfico Marvel, do Universo Star Wars e do Universo Pixar - migrarão de volta para casa; por enquanto, as séries de super-heróis como Demolidor e Jessica Jones permanecem onde estão. Isso sem contar com as propriedades da Fox que serão controladas pela Disney assim que o bilionário acordo entre os dois estúdios for concretizado - a previsão é para meados de 2019.
É no ano que vem, aliás, que a "Disneyflix" será lançada, ainda sem data definida. De um ponto de vista corporativo, é evidente que a iniciativa de Iger e cia. irá impactar e muito o mercado de entretenimento. No momento em que os serviços de streaming, liderados pela Netflix, consolidam cada vez mais seu domínio sobre as preferências dos espectadores, a entrada da Disney no segmento não só prova a relevância do negócio, como também muda as regras do jogo. Distribuidores tradicionais e festivais prestigiados podem antagonizar a Netflix, que é uma companhia jovem e ainda em ascensão, mas será que terão o mesmo peito para pisar no calo de uma gigante quase centenária como a Disney? Resta aguardar para ver.
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